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REDESCOBRINDO O PRAZER


AUTOR : PORTUGUESINHA


Como já referi anteriormente, sou fotógrafa e costumo fazer trabalhos independentes, para vários tipos de publicações que me contratam esporadicamente.
Há cerca de 7 anos, andava a fazer alguns trabalhos para uma revista Portuguesa muito conhecida, que mostra a vida social dos famosos do nosso país. Esta revista possui vários imóveis pelo mundo para onde costuma enviar os famosos para serem entrevistados e fotografados. Nesta altura, tinha acabado de adquirir uma pequena ilha privada no Brasil, em Angra dos Reis e estavam precisando de um fotógrafo para ir passar lá uma temporada, fotografando cada recanto da ilha e da casa que lá se encontrava. Fizeram-me a proposta a mim e aceitei de imediato, claro. Era uma oportunidade única para mim, juntava o útil ao agradável, pois sempre tinha sonhado visitar Angra dos Reis. Como tinha 2 semanas de férias para tirar e eles colocaram-me à vontade para estender a minha permanência na ilha além da semana de trabalho, arcando eu com as despesas a partir daí, acabei por partir para o Brasil, por três semanas. Precisava de uma oportunidade destas, pois há uns 6 meses, tinha saído de uma relação complicada e possessiva… estava desiludida com os homens, dos quais só queria distância no momento. Então, estas férias num local isolado, sem ninguém por perto, eram mesmo o que eu estava precisando para assentar as ideias e descansar, física e psicologicamente.
Parti para o aeroporto muito feliz e fiz a viagem toda sonhando com aquelas praias maravilhosas e o sossego que iria encontrar por lá. Quando o avião aterrou no aeroporto do Rio De Janeiro, fui recebida pelo calor do local, que contrastava com o frio que fazia em Portugal neste mês de Dezembro. Fui transportada de carro até Angra. Chegando lá, mudei a minha bagagem para uma lancha que me iria levar até à pequena ilha.
Fiquei maravilhada com a paisagem, as praias de areia fina, o mar quase sem ondas e as pequenas ilhotas cobertas de vegetação, espalhadas por toda a região. Atirei a cabeça para trás, sentindo a brisa marinha no rosto e sorri para mim mesma… estava num local maravilhoso como aquele e ainda por cima me pagavam para isso. Era um sonho maravilhoso! A
lancha atracou no pequeno ancoradouro e avistei uma casa de madeira linda, com vidraças a toda a volta e com um alpendre também em madeira virado para o mar, com várias espreguiçadeiras espalhadas. Mal conseguia conter a minha excitação…quase não acreditava que aquela ilha seria só minha durante 3 semanas! Combinei com o dono da lancha a entrega de mantimentos, despedi-me dele e segui pelo caminho empedrado até aquela casa magnífica. Fiquei a manhã toda explorando e fotografando cada recanto da casa.
De tarde sai para explorar a ilha, coberta de vegetação…e fui ter a uma praia fantástica. Como estava sozinha acabei tirando o biquíni, entrando nua no mar, sentindo a ondulação no meu corpo e uma sensação fantástica de liberdade me invadindo.
Ao fim de três dias, sozinha na ilha, já conhecia cada recanto dela… e já tinha fotografado tudo o que havia para fotografar…dividia o meu tempo pelos passeios a pé, os banhos de mar e as sessões de
fotos.
Como me sentia à vontade ali e não estava mais ninguém na ilha, acabava por tomar os meus banhos de mar e de sol, completamente nua. Nesse dia, estava saindo do mar, escorrendo a água dos cabelos, quando me senti observada. Olhei na direção do jardim da casa e vi um homem com cerca de quarenta anos, moreno de sol e muito atraente, vestido apenas com uns calções e com o tronco musculado exposto. Naquele primeiro momento de surpresa e medo, até me esqueci de que estava nua. Mas o seu sorriso maroto e os olhos penetrantes que percorreram o meu corpo de cima a baixo, depressa me fizeram recordar disso. Fiquei de boca aberta, sentindo o meu rosto ficar vermelho, procurando desesperadamente a toalha de praia para me cobrir. Ouvi uma risada rouca, enquanto eu me atrapalhava com as coisas que levava, tapando-me com a toalha e deixando-a cair de novo no chão.

Olhei para ele, tentando tapar os seios, com raiva e falei:
-Está a achar muita graça, não está? Quem é você e o que está a fazer aqui? Esta ilha é privada, não sabia?
Ele virou o rosto e vi que fazia um esforço para não rir ainda mais. Aquilo deixou-me ainda mais enraivecida. Ouvi a sua voz um pouco rouca:
-Calma dona, não precisa ficar atrapalhada assim desse jeito, já vi mulheres nuas antes. Eu fui contratado pela Dona Malú para cuidar do jardim. Vou ficar por aqui uns dias, até o jardim ficar do jeito que ela quer! Mas não se preocupe que não vou incomodar a senhora. Avisaram-me que a casa estaria ocupada estas próximas semanas. Quando dona Malú chegar, a senhora fala com ela e esclarece isso!
E eu lá sabia quem era a Dona Malú! Bufando, virei as costas àquele insolente e cínico, entrando para dentro de casa e batendo com a porta, para mostrar a minha fúria! Encostei-me contra a porta e deixei cair o corpo até chegar ao chão. Tinha acabado o meu sossego. Eu a pensar que estaria ali três semanas sozinha, só queria distância dos homens e me aparece aquele homem atraente assim do nada, só para me desorientar. O pior é que eu me sentia atraída por ele, bem mais do que devia. Estava há seis meses sem sexo, o que não me estava a fazer bem, sentia o meu corpo mais sensível que o normal e com aquele homem ali perto diariamente, não sei como iria resistir.
No dia seguinte acordei um pouco irritada, lembrando-me do acontecido no dia anterior. Vesti o biquíni e embrulhei-me numa canga até ao pescoço, seguindo para a praia. Quando atravessei o jardim dei de caras com o tal do jardineiro, novamente em tronco nu. Será que aquele homem não sabia o que era uma camisa? Virei a cara para o lado, disposta a ignorá-lo, mas ele não deixou. Ouvi ele me chamar:
-Bom dia, dona! Não quer me dizer o seu nome, para saber como devo chamá-la? Meu nome é André, desculpe não ter me apresentado ontem.
Virei o rosto e olhei para ele, por detrás dos óculos escuros, vendo os seus olhos percorrer novamente o meu corpo e o mesmo sorriso cínico do dia anterior. Resmunguei o meu nome por entre os dentes e segui o meu caminho. Ouvi uma risada nas minhas costas e a sua voz me chamando:
-Dona Ana, não precisa ficar assim tapada por minha causa, eu já vi tudo o que havia para ver! Pode ficar à vontade!
Eu não acreditava naquilo, aquele homem era descarado demais! Passei o dia todo passeando e tomando banhos de mar, tentando ignorá-lo, mas de vez em quando, sentia o seu olhar sobre o meu corpo e uma excitação louca ia crescendo dentro de mim.
Voltei para casa no final do dia e fui tomar um banho. Fiz um jantar leve e deitei-me no sofá vendo o sol descendo no horizonte. Coloquei uma música suave a tocar e fechei os olhos, bebericando um sumo gelado. A imagem daquele homem não me saía do pensamento. Estava há algum tempo sem sexo e o meu corpo reclamava. Eram os meus desejos aflorando! Comecei a tocar o meu pescoço, descendo a mão pelo decote do roupão leve que tinha vestido sem nada por baixo e desapertei o nó que o prendia. Comecei a acariciar os meu seios, deixando-os bem duros…apertando os biquinhos e sentindo a minha excitação aumentando.

Meu coração começou a bater mais rápido…a respiração ficou ofegante…desci uma mão até à minha ratinha húmida e comecei a tocar-me… deslizando a mão em toda a extensão dela, fazendo movimentos longos e pressionando com força. Entrei com um dedo dentro de mim, sentindo o meu calor a minha humidade excessiva… coloquei mais um dedo e comecei a movimentá-los para dentro e para fora.
Me senti mais ofegante ainda… contraia o meu corpo com os olhos semi-cerrados… num impulso joguei a minha cabeça para trás… os meus gemidos aumentaram de volume… mas como estava sozinha, nem me importei. Retirei os dedos e comecei a massajar em volta do clítoris, em movimentos rotativos. Ao fim de um bocado, senti o meu coração bater descompassado, ao mesmo tempo que o prazer ia aumentando. Segurei o clítoris entre os dedos e fui esfregando-o num movimento contínuo, até explodir num orgasmo intenso e prolongado que me fez gritar mais alto e me deixou sem forças. Respirei fundo, tentando recuperar da respiração acelerada. De repente, algo me fez virar o rosto para a porta de entrada e quase morri de susto. Estava lá uma mulher de trinta e tal anos, cabelos compridos louros, com um corpo cheio de curvas generosas e vestida formalmente. Tinha um sorriso no rosto, quando se dirigiu a mim, como se nada tivesse visto:
-Olá, boa noite, você deve ser a Ana, a fotógrafa…muito prazer, o meu nome é Maria Lúcia, mas pode me chamar de Malú como todo o mundo. Sou a decoradora contratada para renovar a decoração aqui da casa e do jardim. Aposto que ninguém a avisou que eu viria para aqui estes dias! Desculpa, não admira o seu ar de surpresa! Era para ter vindo mais cedo, mas me atrasei. Até já mandei um jardineiro para cá, para começar o serviço!
Eu não sabia para onde me virar…estava morrendo de vergonha. Aquilo não podia estar acontecendo comigo! Primeiro o homem me apanha nua, agora sou apanhada masturbando-me, pela decoradora. Corei até às orelhas e não consegui dizer nada. Ouvi a voz dela de novo:
-Não se preocupe minha querida, não fique envergonhada, masturbação é uma coisa natural e muito saudável. Todas nós o fazemos e não tem nada de mal… não sinta vergonha de mim, por favor! Sou uma mulher moderna, nada disto me choca e se quer saber eu também o faço muitas vezes.
Não sei porquê, mas aquela mulher deixou-me à vontade e senti a vergonha indo embora aos poucos. Sorri para ela e pedi desculpas, contando quem eu era e o que estava fazendo ali. Ela era uma pessoa extremamente simpática e ficamos conversando até altas horas da noite. Sem dar por isso, acabei desabafando com ela sobre as minhas frustrações e desilusões amorosas, em como estava farta dos homens, querendo manter a distância deles. Já era tarde quando fomos dormir. No dia seguinte ela apareceu com um visual mais informal e atraente, que atraiu o meu olhar… coisa estranha pois o corpo feminino nunca tinha atraído a minha atenção anteriormente. Trazia uns calções curtinhos e um top bem justo aos seios, que marcava bem os seus contornos. Ela andou por ali toda a manhã a tirar apontamentos e de tarde convidou-me para ir à praia com ela. Saímos juntas, passando perto do jardineiro seminu. Ela deu-lhe algumas indicações e notou algo no ar, pois quando seguimos caminhos me perguntou meiga e maliciosamente:
-Ana, você se sente atraída pelo André, ou é impressão minha? Notei um clima de atração entre vocês! E os olhares que ele lhe lançou, não me pareceram inocentes, não!
Emocionalmente abalada, senti confiança e eu acabei contando tudo o que se tinha passado e o quanto aquele homem me atraía… me provocava com o olhar, mas disse que não queria saber de homens na minha vida tão depressa. Ela me surpreendeu com outra pergunta.
-Então porque não tenta com uma mulher? Muito menos complicado do que com um homem!
Eu sorri, pensando que ela estava brincando comigo, pois isso era uma coisa que nunca me tinha passado pela cabeça. Ela acabou contando-me que era bissexual e que já tinha vivido experiências muito intensas com outras mulheres. Aquilo desconcertou-me um pouco, pois não estava à espera dessa revelação. Mas notava-se que ela era uma mulher moderna e desinibida, que gostava de aproveitar a vida em pleno.
Quando fiquei de biquíni, senti o olhar dela sobre o meu corpo e fiquei um pouco atrapalhada. Ela riu baixinho e desviou o olhar. Quando despiu a roupa, vi um biquíni minúsculo que mal tapava a sua rachinha e os bicos dos seus seios. Tinha um corpo
maravilhoso e senti um calor percorrer o meu corpo, deixando-me um pouco excitada. Aquela mulher estava a começar a mexer com a minha libido, mesmo sem eu querer! Passamos a tarde nadando e apanhando sol, conversando como duas velhas amigas. De noite ela regressou à sua casa, prometendo voltar daí a dois dias para me fazer uma visita, que por coincidência era o dia do seu aniversário. Despedi-me dela e voltei para casa, pensando naquela nova amiga que surgira de repente na minha vida e que provocava emoções tão confusas.
Não saberia explicar direito, mas sentia vontade de tocar na sua pele... sentir sua maciez... os seus carinhos! Enfim, aquela mulher mexeu comigo...
No dia do aniversário dela, levantei-me cedo e fiz um bolo para a surpreender quando chegasse. Tinha comprado uma garrafa de champanhe, que já estava no gelo para brindarmos e preparei umas caipirinhas, que ela já me tinha confessado que gostava muito! Fui esperá-la ao ancoradouro com um abraço caloroso e levei-a para casa. Tapei-lhe os olhos com as mãos e levei-a até ao bolo de aniversário, surpreendendo-a com o meu gesto. Ficamos por ali, comendo o bolo e bebendo as caipirinhas, brincando uma com a outra, enquanto um clima de atracão ficava pairando sobre nós, subtilmente. Começamos a ficar um pouco mais alegres e sugeri abrirmos o champanhe para brindar. O champanhe, em cima do que já tinha bebido, foi me deixando mais desinibida, fazendo-me começar a dançar no tapete da sala, acompanhada por ela.
Os nossos corpos foram-se aproximando, se tocando e quando dei por isso a sua boca estava sobre a minha, beijando-me ardentemente e fazendo o meu corpo reagir com toda a força. Agarrei-me ao pescoço dela e aprofundei mais o beijo, sem pensar no que estava a fazer. Estava totalmente envolvida pelos desejos por outra mulher.

Quando dei por mim, estávamos as duas em cima do sofá espaçoso, com a luz do sol entrando pelas vidraças abertas e o som das ondas quebrando na areia da praia como som de fundo. Estava um pouco confusa com aquilo tudo… nunca tinha imaginado que pudesse me sentir atraída por uma mulher, daquela maneira. Tentei negar aquele desejo insano durante uns dias, mas agora não conseguia mais, o meu corpo ardia de vontade por aquela mulher maravilhosa que estava na minha frente. Uma mulher bem mais experiente do que eu, que me provocava novos
sentimentos, novas emoções. Senti ela descer sobre mim, o seu corpo serpenteando sobre o meu, olhando dentro dos meus olhos:
-Não tenha receio, minha querida, não farei nada que você não queira, relaxe que você vai adorar!

A sua boca desceu sobre a minha e pela primeira vez senti o que era beijar uma mulher, de verdade. Os seus lábios passaram no contorno dos meus, suavemente ao princípio, para não me assustar, depois com mais pressão… continuou sugando o meu lábio inferior, fazendo-me sentir sensações novas. Senti um arrepio forte percorrer o meu corpo, comecei a arfar e abri a boca para respirar… mas ela aproveitou esse momento para invadir a minha boca com a sua língua, começando a lamber a minha, como se estivesse saboreando uma iguaria preciosa. Aquela mulher sabia bem como beijar. Nunca nenhum homem me tinha beijado daquela maneira tão completa. Ouvi um gemido saindo da minha boca e senti o seu hálito no meu pescoço, beijando cada pedacinho de pele, até descer no ombro. Aquela mulher já descobrira o meu ponto fraco e insistia ali, com chupadas e pequenas mordidas, fazendo-me contorcer na cama. Ouvi a sua voz no meu ouvido:
-Minha deusa, vou fazer amor consigo, e você nunca irá esquecer sua primeira vez com uma mulher. Se lembrará para sempre de mim.
Não consegui responder-lhe, só soltei um leve suspiro. Estava entrando em transe. Fiquei dominada pelos desejos e vontades daquela mulher. A sua boca desceu pelo meu corpo até chegar na direção dos seios. As suas mãos agarraram-nos, começando uma massagem deliciosa, enquanto a sua língua se apoderava de um bico durinho, começando a lambê-lo à volta da auréola, arrepiando a minha pele toda. Apertando o mamilo entre os lábios, começou a sugá-lo com força e a dar pequenas mordidas…passando para o outro e fazendo a mesma coisa. Eu sentia a humidade entre as minhas pernas aumentando cada vez mais. A sua mão desceu até lá, comprovando o meu estado de excitação. Os dedos deslizaram pela minha rachinha, brincando, provocando…sem pressas!

Senti um dedo deslizando dentro de mim, rodando lá dentro, o que me fez contrair os músculos internos. A sua boca deslizou pela minha barriga, com beijos suaves. Senti a língua no umbigo, na lateral da minha anca, na virilha, enquanto outro dedo entrava dentro de mim, penetrando-me com mais força. Comecei a gemer alto, completamente desorientada. Fui rebolando contra os seus dedos, procurando o alívio de que tanto precisava, enquanto com a outra mão ela me
massajava o clítoris saliente. Sentia os espasmos começando e apertei-me mais contra a sua mão, tremendo e gemendo…até explodir de prazer. Foi um orgasmo intenso como poucos. Nunca na vida me imaginei gozando assim com uma mulher! Abri os olhos e vi o seu sorriso suave:
-Viu, amor… não disse que ia gostar? Nós conhecemos o nosso corpo melhor do que ninguém!
Ela agarrou na garrafa de champanhe que estava no gelo e despejou um pouco na taça, bebendo. A sua boca foi me dando pequenos beijos, nos lábios, no pescoço e nos ombros. Ao fim de pouco tempo sentia o corpo pronto de novo. Tentei agarrá-la, mas ela não me deixou, empurrando-me para a cama de novo.
-Shiiii… não se preocupa… hoje é o seu dia… ainda não fiz tudo o que eu queria contigo!
Novamente dominada pela Malú… senti novamente a sua boca devorando a minha, misturando os nossos sabores com o gosto do champanhe. Senti algo fresco nos meus seios que me fez arrepiar. Quando olhei, ela estava despejando um pouco de champanhe da taça por cima deles, sorrindo. A sua boca desceu, chupando cada pedacinho de pele, cada gota de champanhe… até sugar tudo… me enlouquecendo.

A mão dela alcançou uma pedra de gelo e passou-a pelos meus mamilos, deixando-os ainda mais duros. Desceu a boca sobre eles e começou a chupá-los, aquecendo-os. Ficou ali um bocado naquela brincadeira, fazendo-me sentir o contraste entre a sua boca quente e o frio do gelo! Senti a pedra de gelo deslizando pela minha barriga, lentamente, até chegar à minha ratinha e ouvi a sua voz:
-Você está muito quente, querida… precisa refrescar um pouco!
Senti a pedra deslizando pela minha rachinha, o frio intenso fazendo-me arrepiar toda e reclamar. Então a pedra saiu e senti o calor da sua boca substituindo-a, lambendo tudo, cada pedacinho que o gelo tinha arrefecido. Foi uma sensação demasiado intensa! Senti a pedra de gelo entrar dentro de mim e derreter-se com o meu calor, sendo a água que escorria absorvida pela sua língua.

Senti frio no meu interior, enquanto o gelo derretia, mas o calor da sua língua brincando com o meu clítoris fazia-me esquecer disso. Os meus gemidos enchiam o quarto, enquanto era chupada como nunca antes tinha sido. A língua ocupou o lugar da pedra de gelo,
entrando dentro de mim, penetrando-me, fazendo movimentos de entrar e sair, até onde conseguia. Fiquei alucinada, levando as mãos aos seus cabelos e pedindo:
-Ai, querida, chupa meu grelinho, chupa… faz-me gozar nessa boquinha deliciosa!
Senti os seus lábios apertando o meu clítoris, chupando-o, apertando-o de leve, fazendo movimentos de rotação à sua volta, a sua língua pressionando… até me fazer gritar e explodir num orgasmo ainda mais intenso que o primeiro. Sacudi o meu corpo e estremeci e gozei abundantemente na sua boca, sentindo o meu mel escorrer para fora. Ela lambia tudo, deixando-me trémula e sem forças.
Sabia que agora era a minha vez de lhe dar prazer. Nunca o tinha feito com uma mulher antes, mas confiava no imenso desejo que sentia por ela e no meu instinto. Empurrei-a para cama e assumi o comando:
-Agora é a minha vez de te dar prazer! Desculpa-me se não o souber fazer muito bem, pois é a primeira vez que o faço!
Sorrindo, deitei o meu corpo sobre o dela e acariciei-lhe os cabelos, olhando dentro dos seus olhos. Desci a minha boca sobre a dela e beijei-a até ficarmos as duas ofegantes. Mordi-lhe o lábio inferior e deslizei a minha boca pelo seu pescoço, dando-lhe pequenos chupões. A minha mão alcançou um seio redondo e comecei a massajá-lo, arrancando gemidos dela. Desci a boca pelos ombros…pelo peito…até alcançar um mamilo durinho.
Fechei os olhos para sentir a sensação de ter pela primeira vez um seio na boca…e chupei o bico…lambendo…mordiscando…me envolvendo com o sabor. Desci uma mão até à sua ratinha ensopada e comecei a passar a mão para trás e para a frente, enquanto ela se contorcia. Desci a boca pela barriga, pela virilha… lentamente… até chegar ao seu centro do prazer. Pela primeira vez ia saber como era chupar uma mulher… estava um pouco nervosa e ansiosa… não queria ficar mal. Mas a suas mãos não me deram tempo para hesitações, puxando-me pelos cabelos e empurrando-me contra ela.

Caí de boca naquele pedaço de carne inchadinha… lambendo todo o suco que a humedecia, sentindo cada reentrância dela… lambendo, chupando… enfiando a língua dentro dela… descobrindo aos poucos os locais onde lhe dava mais prazer. Nãodemorou muito, senti o seu corpo se contorcer no sofá e as mãos delas me apertando a cabeça com mais força. Recebi o seu líquido na boca e suguei tudo. Achei delicioso o seu sabor… ela gozou forte contra a minha boca e isso me deixou muito feliz. Ela sabia bem demais… não conseguia tirar a boca… continuei chupando-a… ouvindo os seus gemidos e urros que não paravam. Deslizei a boca até ao buraquinho do seu cuzinho e lambi-o, sentindo ela se contrair na minha língua. Brinquei ali durante um bocado e voltei para a sua ratinha, que tinha um sabor viciante. Sem aviso, enfiei dois dedos dentro dela, que entraram fácil, pois estava muito molhada do gozo anterior. Ouvia a sua voz rouca:
-Vem cá, amor… me dá a sua bocetinha para eu chupar… sobe em cima de mim!
Fiz-lhe a vontade e fiz um 69, deixando o meu corpo sobre o dela. Voltei a chupá-la nessa posição, enquanto sentia a sua boca lambendo a minha humidade, que já escorria para fora. Voltei a colocar os dedos dentro dela, ao mesmo tempo que a minha língua brincava com o seu clítoris. Ela fez-me o mesmo… entrando com dois dedos dentro de mim e fazendo movimentos de rotação que começaram a enlouquecer-me. Os nossos gemidos ecoavam pela sala… e nem nos lembrávamos que o jardineiro lá fora de certeza ouviria os nossos delírios. Estávamos completamente entregues uma à outra. Começamos a acelerar os movimentos dos dedos e da boca, quase ao mesmo tempo. Agarrei-lhe no clítoris com os lábios e apertei-o… espremendo-o até arrancar outro orgasmo dela. Veio com muita intensidade, fazendo-a gritar alto e acelerar os movimentos dos dedos dentro de mim, fazendo-me gozar também de seguida.

Ela enfiou a língua dentro de mim, segurando os últimos espasmos do meu corpo. Deixei-me cair para o lado, sem forças e abracei-a forte, colando o meu corpo no dela.
Tinha sido iniciada num novo mundo, sentido prazer como nunca pensara sentir com uma mulher. Estava muito feliz e satisfeita. Como ela dissera… nunca mais a iria esquecer!
Saciada e completamente exausta deitei-me sobre a cama. Malú pegou em mais um pouco de champanhe e ficamos brindando e bebericando a esta nova fase. Após acabarmos o champanhe a Malú disse-me toda eufórica:
-Ana, vou tomar uma ducha! Preciso de me acalmar. E obrigado pelo incrível prazer que você me proporcionou, minha querida!
-Vai lá minha linda! Eu é que te agradeço. Depois eu vou, preciso refletir sobre o que aconteceu aqui... Só quero te dizer que eu adorei cada minuto!
Malú me deu um beijinho leve e partiu para o seu banho. Fiquei deitada na cama, comecei a pensar sobre tudo. Estava muito feliz… ébria das bebidas e dos novos desejos... acabei adormecendo.
Quando acordei, senti que estava coberta com um fino lençol. Olhei para os lados e vi um bilhete fixado na cabeceira da cama. Peguei o bilhete e ao observar a janela notei a passagem de um vulto. Corri até a janela enrolada ao lençol... Ao olhar pela janela, vi o André correndo para o jardim.
Dei um sorriso... pensando... aquele homem estava me olhando... talvez me desejando… talvez até tivesse visto tudo o que tinha acontecido entre mim e a Malú…
Voltei minha atenção ao bilhete...
"Minha querida, obrigada pelo carinho que você me deu. Foi um presente de aniversário que nunca vou esquecer. Olha, quando voltei do banho vi você dormindo como um bebê, nem quis acordá-la... precisei de sair, pois tenho um compromisso… voltarei daqui a uns dias… beijinhos adocicados, meu amor"
Entrei em órbita. Não sabia o que fazer. Olhei para a paisagem do local. Comecei a pensar sobre a minha passagem por ali... em tudo o que tinha acontecido comigo.
Pensava no cínico e atraente André, que mexia tanto comigo...
Pensava no que tinha acontecido com a Malú e nas sensações novas que tinha sentido...
Ainda estava nua no sofá… com a essência e a fragrância do prazer da Malú no meu corpo… Aquele cheiro de sexo me embriagava. Um calafrio percorreu o meu corpo… lembrando dos momentos passados anteriormente… sabia que eram meus desejos e vontades a despertar de novo...
Então resolvi ir tomar um banho... e me preparar para o que estaria para vir... não ia pensar demasiado nisso… iria aproveitar cada momento daquelas férias… e fazer o que tivesse vontade!

CONTINUA


 
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