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CONTO- SEDUZINDO OU SEDUZIDO - PARTE 1

SEDUZINDO OU SEDUZIDO? 

AUTOR- SÉRGIO SENNA
                       
Estou achando que me alonguei muito nos detalhes, por outro lado receio suprimi-los e perder a riqueza e a estética do conto, fugindo a uma realidade que tanto pode ser somente imaginária como real, isso os leitores terão que tentar descobrir, fazendo o seu próprio julgamento.



Tinha acabado de comprar e tomar posse de uma fazenda relativamente grande perto de uma cidadezinha encravada na Chapada Diamantina na Bahia, com o capital proveniente da venda de um apartamento e outros imóveis meus em Salvador.
Como sou ainda relativamente jovem, embora tenha o cabelo quase já branco, pensei comigo mesmo que iria me sair bem na empreitada, já que conheço um pouco dos trabalhos e até da técnica por já ter feito até faculdade ligada ao ramo. Tudo acertado, lá fui em busca do meu futuro, já que a vida na cidade grande estava por demais difícil, complicada, pra não dizer insuportável.

Logo ao chegar tive que arrumar tudo, pois apesar de ter boas instalações e até uma boa casa, a fazenda estava abandonada há tempos e isso demandou tempo e trabalho me fazendo ir e vir a cidade muitas vezes em busca de material e pessoal para as reformas. Soube depois que passei a ser conhecido como: “O coroa rico que comprou a fazenda grande”. E tudo isso porque pagava tudo a dinheiro e tinha um carro novo e importado.

A medida que as coisas ficavam prontas e tomavam forma, pude me dedicar às lidas do campo, pois é o que realmente gosto e passava quase que os dias em cima de um cavalo a fazer as pequenas mudanças que podia e a idealizar as grandes, afora isso, banho no rio à tarde, uma pescadinha e nada mais, a vida estava se tornando monótona principalmente pra uma cara que tinha se habituado desde menino à vida agitada da cidade grande.

Aos poucos, fui travando conhecimento na cidade, primeiro com o pessoal do comércio e dos dois bancos onde operava e depois com mais algumas pessoas que tinham trabalhado pra mim nas reformas, com isso o conhecimento foi aumentando mesmo porque, sempre que ia lá parava pra tomar uma cervejinha no bar da praça central ao meio dia e ficava olhando o entra e sai das pessoas no comércio e dos jovens que vinham do colégio.
Numa dessas vezes em que estava no bar fui apresentado pelo dono a algumas pessoas que também tomavam um aperitivo e vim a saber que eram o Prefeito, alguns vereadores e um outro que era o Diretor do Colégio e que se chamava Celso, e com quem me identifiquei logo de saída, ele então me falou da dificuldade de conseguir pessoal pra lecionar, principalmente matérias profissionalizantes, e fez várias perguntas a meu respeito, como vim parar naquele fim de mundo sendo um cara de cidade grande, se era formado, em que, e coisas assim. O papo tava até animado mas tinha que ir embora pois muito trabalho ainda me aguardava na fazenda.

Fiz amizade com Celso e nos encontrávamos frequentemente e em uma dessas vezes ele me confidenciou que uma grande dificuldade sua no colégio para manter a disciplina, era como controlar as moças já que elas eram em número bem maior, isso porque os rapazes migravam pra cidades maiores em busca de trabalho e os que ficavam eram muito disputados e as brigas eram constantes,que a quantidade de aulas vagas era grande pois faltava professor para algumas matérias profissionalizantes sem as quais os cursos não iriam poder ser concluídos no final do ano e que na cidade não tinha ninguém capacitado, aquilo era um convite explicito mas me fiz de desentendido pois não queria ter maiores interferências na vida da cidade, já que um dos motivos de estar ali era me isolar e cuidar somente do que era meu. Enfim não queria envolvimento com ninguém e nem com nada.

Mas como tudo que tem que acontecer acontece, Celso me levou pra conhecer o colégio e solícito me mostrou tudo, o que pretendia fazer, seus projetos e as queixou-se novamente das dificuldades com que se batia no dia a dia. Me apresentou a vários professores onde a maioria era mulheres sendo algumas até muito bonitas e que eu já conhecia de vista, de passar pela praça e por fim no seu gabinete quando tomávamos um cafezinho me perguntou se eu não poderia ajudá-lo a concluir aquele ano letivo que estava por demais  complicado, perguntei como e de pronto veio a resposta que eu mais temia:
- Você já me disse que foi professor num colégio em Salvador e na sua sala tem seu diploma de faculdade, então porque não ensina aqui uma ou duas matérias para as quais não tenho professores desde o início do ano e que sem elas não posso encerrar o ano letivo?

- Celso, me deixe fora disso, não quero mais me envolver com essas coisas, meu tempo disso passou, por favor!

- Mas Sérgio, não iria te atrapalhar em nada pois as aulas desse curso são à noite e combinei já com o prefeito pra te fornecer o combustível como uma ajuda. E por outro lado você cooperaria com a cidade uma vez que sem essas aulas não pode haver formatura no final do ano, lhe prometo que a quantidade será somente a exigida por lei para que as turmas possam formar e quanto à disciplina não se preocupe pois a noite os alunos são quase todos adultos já. Você não terá problemas por esse lado.


Prometi pensar no assunto e procurei ir embora o mais rápido possível, não queria uma participação maior na cidade, mas também ou outro lado não podia ficar insensível às dificuldades por que tantas pessoas passavam e bem ali na minha frente sendo que a solução estava nas minhas mãos... Me debati nessa dúvida pelo resto do dia e a noite e no outro dia à tardinha quando chegava do campo, chegam na fazenda uma comitiva com o Celso, o Prefeito e mais dois vereadores, a visita era importante, não restava dúvida e depois de uma cervejinha entraram no assunto principal. O Celso tinha convencido o Prefeito a fazer um contrato emergencial pra minha contratação pela Prefeitura pra ministrar as tais matérias e poder assim haver a formatura no final do ano. Diante de tanta insistência não pude me recusar, e, meio à força assumi o compromisso, pedindo só uma semana pra relembrar os assuntos e preparar as aulas.
Fui apresentado as turmas e comecei a trabalhar, ministrava as aulas e procurava não me fixar em ninguém, notava os olhares de interesse tanto de algumas professoras, algumas até casadas como das alunas, principalmente, era alvo da curiosidade de todos mas me fazia de desentendido e a coisa ia rolando, desempenhava as obrigações da forma mais impessoal possível, pouca conversa com todo mundo, mas na vida tudo muda até sem que a gente queira, na maioria das vezes.

Uma certa noite ia saindo do estacionamento quando alguém bate de leve no vidro da janela do carona, como o vidro é escuro não reconheci logo mas baixando o vidro dou de cara com uma professora, a mais bonita que tinha no Colégio, fama de durona, mas casada, que pergunta sem meias conversas.

- Vai pra os lados da praça, Prof. Sérgio?

- Mesmo que não fosse, agora já vou, entre, por favor! – Disse solícito e cortes, e abri a porta.

Sentou-se e com isso a saia subiu um pouco mostrando boa parte das coxas, fiz que não notei e perguntei onde queria ficar:

- Na praça mesmo, vou passar no caixa eletrônico do Banco. Então, tá gostando de dar aulas?
- Estou sim, revivendo uma parte da minha vida anterior.

- Ah! Então já foi professor antes? Ninguém aqui sabe disso, os alunos estão gostando das suas aulas, só dizem que o Sr. não brinca muito.

- Precisamos correr um pouco, a matéria tá muito atrasada e o tempo é curto.

- Isso acontece com quase todos os colégios do interior, nossos governantes só priorizam a capital e as cidades maiores, nas outras os diretores é que tem que se virarem pra arranjarem professores, como faz o Celso!

- Tou quebrando o galho pra ele mas não posso ficar muito tempo, tenho outras coisas pra fazer...

- É, falam muito do Sr. cidade pequena sabe como é... Mas a verdade é que ninguém sabe de muita coisa do Sr... – Disse me dando uma deixa pra que me abrisse, mas fiz de conta que não notei e retruquei:

- E a Senhora? Como veio parar aqui, ou é daqui mesmo?

- Não, sou de fora, uma outra cidade bem maior que essa, meu marido é que é daqui e tive que vir com ele, e pra não ficar só em casa, resolvi ensinar. Ele trabalha quase que fora e viaja muito, as vezes passa até dias ausente.

- Sei, logo vi... Uma mulher bonita assim não podia ser daqui, ainda não vi ninguém daqui com tanta beleza, verdade que até tem algumas moças bonitinhas, mas com essa beleza toda, não! – Disse olhando bem dentro de seus olhos verdes cinzas, que estavam fixos nos meus. Ela continuou olhando e só um tempo depois é que olhou pra baixo, ruborizada.

- Obrigado pelo elogio, logo se vê que o Sr. não é daqui, os homens daqui não sabem fazer elogios com essa delicadeza, logo que cheguei aqui estranhei muito, até os amigos do meu marido que iam lá em casa me olhavam de um jeito que me deixavam sem graça...

- Normal isso em cidade pequena e com uma mulher bonita assim, todo mundo deseja... – Ela tornou a corar de uma maneira linda. – Não quis constranger a senhora, falei rápido.
Ela só riu e assim chegamos à porta do Banco onde agradeceu e saltou, mas antes de ir-se, olhou bem dentro dos meus olhos e disse:

- Mas o senhor ainda continua sendo um mistério!!! Não pense que me enganou, me fez falar de mim, mas do senhor. mesmo, não disse nada. Tchau! – E dando-me as costas, foi-se.

Eu? Logo eu que sou tão simples, um mistério, me deu vontade de chamá-la pra perguntar por que um mistério, mas não fiz nada e continuei no carro apreciando ela atravessar a calcada e entrar no banco, que corpo gostoso tinha, falsa magra, peitinhos que marcavam a blusa, ao que parecia durinhos e médios, mais chegados aos pequenos, cintura fina que ajudava a destacar a bunda não muito grande mas empinada e pra lá de tesuda, e com aquela sainha que vestia hoje... Meu Deus! De onde emergia um par de coxas morenas claras, grossas, certas... Um verdadeiro manjar dos Deuses, se é que isso existe mesmo. Restava só saber se ela sabia usar tudo aquilo, mas se soubesse seu marido era mesmo um agraciado pela sorte.


Parei no bar pra tomar uma cerva antes de pegar a estrada pra casa e ainda tinha na mente aquele par de olhos cinza verdes, tranqüilos, seguros, mas com uma carga de sedução que não sei se ela mesma sabia que tinha.
Nos dias seguintes, nos intervalos entre as aulas, sempre rolava um papo na sala de professores, mas eu aproveitava pra ler algum assunto das aulas ou corrigir alguns testes, mesmo assim notava que Elaine me olhava insistentemente, procurava não corresponder muito pra que não notassem o quanto aqueles olhos mexiam comigo mas a verdade é que inconscientemente buscava também seus olhos e ficava bebendo no seu olhar, sentia que ela enrubescia e que as vezes seus peitos ficavam mais pontudos do que já eram normalmente, será que estava despertando tesão naquela linda mulher? Numa dessas pequenas discussões alguém pediu meu parecer e quando notei estávamos em campos opostas de batalha verbal, ela defendia com ênfase seus pontos de vista e eu apresentava meus argumentos com calma e firmeza, nesses momentos seus olhos fuzilavam, me queimavam... Os outros saíram pra aula e lá ficamos só nós, eu tinha já acabado as minhas, ela em aula vaga.
 A conversa foi baixando de tom e se perdendo em longos intervalos, mas os olhos se devoravam, falavam por si mesmos, tinham vida própria. Me dirigi à geladeira e bebi água, quando me voltei pra porta pra ir embora quase esbarrei nela, estava bem próxima de mim ficamos em pé frente a frente, nos olhando e dando vazão aquele tesão que não precisava de palavras pra explodir numa força brutal, respirei fundo me controlando pra não abraçá-la, e só esperei, sabia que viria se realmente quisesse mas não queria tomar a iniciativa e ficar com a culpa de tê-la seduzida, a queria muito, mas só se ela quisesse ser minha, de outra forma preferia que continuasse apenas a povoar meus sonho eróticos.
Seus olhos ainda fuzilavam pela discussão e o rosto levemente corado, foi se aproximando bem devagar, prendi a respiração por muito tempo, estávamos bem pertinho, tão perto que sentia sua respiração em meu pescoço, bem devagar, como se não fosse eu, levei a mão ao seu queixo e suspendi lentamente, foi o bastante, seus lábios estava já entreabertos na expectativa, nossos olhos não se desgrudavam, falavam por si numa linguagem toda sua, bem devagar baixei a cabeça e cheguei minha boca pertinho da sua onde fiquei agora sim, olhando ora pra seus olhos e ora pra seus lábios úmidos, convidativos, de um rosa mais escuro que a pele, respirando devagar, aumentando sua tensão e a minha também, aquela tortura gostosa se prolongou por um longo tempo, bem longo e então a beijei, colei meus lábio nos dela, devagar, com muito carinho, como se tivesse medo de que fosse quebrá-los se fizesse só um pouquinho de força, só uma carícia, um toque para provocá-la e fazer com que se mostrasse, ela correspondeu como eu esperava, levantou o rosto e entreabriu mais a boca, jogando a pontinha da língua entre os lábios, com as mãos puxou minha cintura de encontro ao seu corpo e se colou a mim.
O beijo intensificou-se, tornou-se mais sensual, deixou de ser só uma carícia, sua boca buscou a minha com mais vigor, deixei que me beijasse e só depois enlacei com os braços seu corpo delicado e o puxei pra mim, senti seus peitos fazerem pressão no meu tórax, eram duros, duros e pontudos, sentia os bicos rijos se esmagarem contra os meus e nossos quadris agora estava colados, eu a suspendia um pouco do chão já que era mais alto, e ela pra se equilibrar tinha que se apoiar em mim, com isso meu cacete começou a dar sinal de vida e encontrou suas coxas bem ali, juntinho dele e lá ficou fazendo pressão bem onde elas acabam e começa o ventre. Suas mãos agarravam minha camisa e me puxavam. Nossas línguas se acariciavam, se entrelaçavam se buscando e voltavam a se acariciar enquanto nossos lábios se devoravam com ânsia, com fome de carinho.


Fui me virando devagar ainda a beijando e a colei na parede atrás de nós, então, deixei uma mão descer e tocar de leve sua bunda, espalmei-a e a puxei pra mim, colando ainda mais nossos corpos e a fazendo sentir toda a e dureza do meu cacete nas coxas, com a outra, comecei a subir em busca do seu seio, ela gemeu quando toquei e mordeu de leve meus lábios quando peguei no biquinho e apertei bem devagar numa carícia ousada. Como estávamos de calças, não dava pra ousar mais, mesmo porque a qualquer momento poderia entrar alguém.
Ela então me empurrou de leve fugindo do beijo e se desprendendo dos meus braços, olhou bem dentro dos meus olhos e se dirigiu a mesa que ficava no centro da sala onde apoiou as mãos e baixou a cabeça, eu não sabia se estava triste ou mesmo chorando, só fiquei em pé onde estava, esperando:

- Me desculpe Sérgio, me desculpe mesmo... Isso não podia ter acontecido, não podia e não devia, acho que tou ficando mesmo louca, foi só um momento de loucura que lhe prometo não, vai acontecer de novo.

- Bobagem Elaine, foi só um beijo, uma forma de extravasar o que sinto por você. Foi um momento gostoso que vivemos, fica entre nós e não quero que isso tenha importância demasiada pra você.

- Mas não devia ter acontecido, sou casada e devia eu mesma ter mais noção de pudor, da minha condição de mulher casada.

- Olha, esquece tudo, já que assim você fica melhor consigo mesma!

-Melhor assim. Mais uma vez me perdoe, Sérgio. E juntando seu material se foi apressada.

Fiquei ali sentado ainda por algum tempo, tentando acomodar os sentimentos e baixar o tesão que tava me devorando, tinha que arranjar uma forma de comer aquela fêmea gostosa e tesuda mas qual? E pensando nisso fui embora.

CONTINUA....
 
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